Segunda-feira, uma semana de blog no ar, e queremos AGRADECER as visitas, e PEDIR que vcs comentem e digam o que estão achando, por favor!
Vamos a um achado super legal!
Quem nunca passou pela ânsia de aguardar a resposta de uma entrevista de emprego? Se vc não passou, passará em breve!
Este texto mostra a expectativa de uma pessoa que passou e por e mais: mostra o que não fazer com o entrevistador!
NAQUELE dia, levantei às seis horas da manhã. O sono
não foi dos melhores, mas não foi isso que me fez acordar cedo. Foi a
entrevista de emprego.
Queria saber quem é o abençoado que marca a entrevista às 7h
da manhã de uma segunda-feira.
No banho, o sabonete caiu umas novecentas vezes. “Melhor
partir para o shampoo... Melhor ainda, vou me apressar antes que atrase.”
Olhei para o relógio e vi que eram 6h 34. “Quase cinco
minutos no ponto e o ônibus ainda não passou. Aposto os dedos da minha mão que
está atrasado de propósito. O mundo está conspirando contra mim!”
No caminho para a entrevista não aconteceu nada demais.
Talvez tenha puxado assunto com algum senhor, mas não me lembro de ter
perguntado o nome dele.
Os problemas começaram quando cheguei à sala de espera. Os
outros candidatosencararam-me e intimidaram-me. Alguém mais corajoso teve
a ousadia de me desejar boa sorte. “Boa sorte? Posso tirar o sustento da
sua família, não me venha com formalidades.”
A entrevista teve início e não sabia se estava indo bem ou
não. Ri umas trezentos e oitenta e três vezes, de nervoso. Tentei
parecer simpático. “Ponto negativo ou positivo?” Todas as respostas
que decorei antes de dormir não eram faladas e os argumentos pareciam simples
demais. Surgiram algumas hipóteses: “Quando acabar a entrevista vou puxar
outro assunto, talvez uma piadinha...hmmm...melhor não!”
Na hora imaginei se o entrevistador não tinha ido com a minha cara... “Xii...
melhor nem pensar... Outra conspiração!”
A pior sensação era pensar que outras pessoas passaram pela
entrevista eimploraram pela vaga. Definitivamente, não sei pedir uma chance.
Decorei frases e frases, e a entrevista acabou como todas as outras: tchau seco
e boa sortede consolo. “Maldito boa sorte!”
- Assim que tivermos uma resposta nós ligaremos, fique
tranqüilo!
Ficar tranquilo nunca esteve nos meus planos. “Falei
que era ansioso, não ouviu?”
Quando o entrevistador estipula um prazo é ainda mais
torturante:
- Essa vaga é urgente, para começarmos no início do mês.
Qualquer resposta, seja positiva ou negativa, entraremos em contato na semana
que vem.
Juro que acreditei na sinceridade do cara. Voltei para a
casa e travei batalhas intermináveis com o tempo e o telefone. A cada toque um
desastre, ou melhor, cada telefonema era um grito diferente:
- Se for pra mim, estou acordado!
- Deixa que eu atendo!
- Quem é? É pra mim?
Não era para mim, não era da empresa e os outros telefonemas
também não seriam. A única opção que restou foi ligar para RH da empresa:
- Alô?! Eu fiz uma entrevista há pouco tempo para uma vaga,
meu nome é...
- A vaga ainda está em aberto, não se preocupe ligaremos
assim que tivermos uma resposta.
“Obrigado por nada”
Passaram-se os dias e a angústia só aumentou. Sair de
casa era arriscado, as compras no mercado eram obrigadas a esperar depois
do horário de expediente.
Com o passar do tempo, tudo voltou ao normal. Seis meses
procurando emprego e nada.“Culpa do governo”.
Na televisão, a notícia de que a taxa de desemprego é a
menor em dez anos. “Culpa da Igreja, sei lá. Conspiração contra
mim!”.
Nessas horas os amigos não podem fazer nada. O único
pensamento que não saía da cabeça “Por que fizeram questão de mentir? Vaga
aberta, até parece...”
Então a culpa é da empresa. Se não for da empresa, é daquele
profissional de RH que mentiu “Qual dos dois? O entrevistador ou a mocinha do
telefone?”. Culpa dos dois e não se fala mais nisso.
Foram duas semanas de pessimismo nas veias, artérias,
unha, pele... Era o pessimismo e a ansiedade reinando sobre o corpo e a alma.
Até que alguém se apresentou como Juliana, do RH:
- Alô! Gostaria de saber se ainda tem interesse em trabalhar
conosco?
Com a voz trêmula e pernas bambas, afirmei o básico:
- Tenho sim, claro!
Com a resposta, muitos pensamentos vieram simultaneamente:
“Se eu tenho interesse... Claro que tenho! Pergunta
mais idiota. Não foi você que esperou uma eternidade para conseguir um
emprego, né?”
“Conseguiu!! Não acredito!! Consegui!! É TETRA!!!!"
Agradeci a Ju (agora colega de trabalho) por telefone. Em
seguida, uma lista de agradecimentos: a minha mãe, pai, amigos, irmãos. A
alegria foi tanta que reservei um obrigado especial ao Cara Lá de Cima, por
não ter me deixado fazer aquela piadinha ao final da entrevista.

HAHAHA minha nossa!
ResponderExcluirEu sofri junto lendo este texto! Ainda estou no ensino médio, mas já tenho certeza de que a profissão que pretendo seguir é jornalismo! E sinceramente? Eu amo acompanhar esses sites! Me ajudam muito. Não para decidir se é isso mesmo que eu quero, mas sim, para relembrar-me a certeza do que eu já sei, estou no caminho certo! Parabéns meninas!